sábado, 22 de novembro de 2008

A cultura do automóvel

Denomina-se Cultura do Automóvel a importância que o veículo particular assumiu nas sociedades modernas no século 20 (...). O carro é o objeto de consumo mais desejado pela sociedade. A publicidade fala do automóvel como um direito universal, uma conquista democrática. Se fosse verdade e todos pudessem se transformar em felizes proprietários desse meio de transporte, o planeta sofreria de morte súbita por falta de ar. Ou, antes, deixaria de funcionar por falta de energia, afinal resta-nos petróleo para duas gerações apenas.

O automóvel não é um direito universal, e sim um privilégio de poucos. Só 20% da população detém 80% dos carros, embora todos tenham de sofrer as consequências.

(...)

Para vender cada vez mais, a indústria do automóvel está sempre lançando novos modelos, novos desenhos e detalhes, assim como a indústria da moda. O automóvel é mais do que um meio de transporte. Ele é concebido como uma jóia, como um roupa cara e especial, agradável aos olhos do dono e daqueles que o vêem. Seus apelos, na estratégia de marketing, abordam desde a velocidade, potência, aceleração, passando pelo conforto de estar dentro da máquina: ar condicionado, direção hidraúlica, vidros elétricos, som de alta fidelidade e até a preocupação com o cheiro de veículo novo.

Trechos do livreto distribuído pela BHTRANS nas ruas de
Belo Horizonte em sua campanha de conscientização

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