Traição. Quem quer ser traído? O simples pensar nessa possibilidade é suficiente para nos revirar o estômago e fazer os vapores da vingança emanar dos pontos mais pútridos de nossas mentes. Traição é algo que a maioria de nós ao mesmo tempo teme e odeia. Os bonecos de Judas que anualmente malhamos estão aí para testemunhar esse fato com seus corpos em chamas.
Eu mesmo conheço uma pessoa relativamente próxima a mim que trai seu(sua) parceiroa(a) constantemente. Não sou único a saber disso. Na realidade, acho que todos os nossos conhecidos em comum sabem, exceto é claro o(a) traído(a), que como já diz a sabedoria popular é o(a) último(a) a saber.
Confesso que essa situação me causa um certo desconforto. Me pergunto até onde sou conivente com a mentira por saber de tudo (?!) e não tomar nenhuma atitude. Afinal, como todos dizem: "não é da minha conta".
Talvez esses sentimentos tenham algo a ver com nossa predisposição a adotar uma visão polarizada de tais situações. Quem trai é o vilão e o traído a vítima. Daí vamos direto para a aparentemente óbvia conclusão de que o primeiro é mau e o segundo bom pois estranhamente parece que algum lugar das nossas cabeças está registrado que os bons foram feitos para sofrer. Talvez por nos identificamos com a "vítima", com o "bom", passamos a sentir que a "agressão" seja dirigida a nós e - talvez - por isso desejamos "fazer justiça", ou seja, revelar toda a verdade. No entanto, esse desejo acaba sendo apenas uma outra atitude egoísta que visa apenas o nosso próprio benefício psicológico ou ao menos algum tipo de satisfação dessa ordem. (Na verdade, mesmo esse post começou como uma maneira controlada de lidar o meu próprio desejo de contar a verdade).
Talvez, haja nessa história apenas seres humanos buscando a própria felicidade de uma maneira desajeitada e, no final das contas, com consequências desastrosas.
Mas afinal, não é essa a história de todos nós?
Eu mesmo conheço uma pessoa relativamente próxima a mim que trai seu(sua) parceiroa(a) constantemente. Não sou único a saber disso. Na realidade, acho que todos os nossos conhecidos em comum sabem, exceto é claro o(a) traído(a), que como já diz a sabedoria popular é o(a) último(a) a saber.
Confesso que essa situação me causa um certo desconforto. Me pergunto até onde sou conivente com a mentira por saber de tudo (?!) e não tomar nenhuma atitude. Afinal, como todos dizem: "não é da minha conta".
Mas qual seria a melhor atitude a tomar nesses casos?
Tomar conhecimento de coisas desse tipo causa em nós raiva; raiva acompanhada de um impulso para contar tudo revelando a verdade e fazer "justiça". Isso é esperado e de certa forma lógico. Mas também - o que pode ser difícil admitir - nos faz sentir uma certa ponta de prazer. Talvez o prazer de saber uma história picante, cheia de detalhes sórdidos. Talvez o simples prazer da desgraça alheia. Não sei. Sei porém que é comum que as pessoas se sintam desse modo. Aliás, é essa tendência que alimenta a nada pequena audiência das novelas da Globo...Talvez esses sentimentos tenham algo a ver com nossa predisposição a adotar uma visão polarizada de tais situações. Quem trai é o vilão e o traído a vítima. Daí vamos direto para a aparentemente óbvia conclusão de que o primeiro é mau e o segundo bom pois estranhamente parece que algum lugar das nossas cabeças está registrado que os bons foram feitos para sofrer. Talvez por nos identificamos com a "vítima", com o "bom", passamos a sentir que a "agressão" seja dirigida a nós e - talvez - por isso desejamos "fazer justiça", ou seja, revelar toda a verdade. No entanto, esse desejo acaba sendo apenas uma outra atitude egoísta que visa apenas o nosso próprio benefício psicológico ou ao menos algum tipo de satisfação dessa ordem. (Na verdade, mesmo esse post começou como uma maneira controlada de lidar o meu próprio desejo de contar a verdade).
Talvez. Talvez.
Em todo caso, parece-me haver nessa concepção algo de enganoso que surge a partir de um julgamento equivocado onde condenamos uma pessoa a ser uma vítima sofredora e uma outra a tornar-se uma vilã sem coração e portanto digna de exemplar punição.Talvez, haja nessa história apenas seres humanos buscando a própria felicidade de uma maneira desajeitada e, no final das contas, com consequências desastrosas.
Mas afinal, não é essa a história de todos nós?





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